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Oscar Claude
Monet (1840-1926) mudou-se para Giverny em 1883 onde viveu
até a sua morte.
Considerando a geografia local e a obra paisagística, a propriedade
pode ser dividida em duas partes. A primeira chamada Le Clos
Normand e a outra Le Jardin D´eau.
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Le Clos Normand, primeiro pedaço de terra comprado por Monet
possui 1 hectare, e um jardim feito de perspectivas, simetrias e cores.
Nesse terreno, ele plantou flores perenes de tamanhos variados criando uma
agradável sensação de volume, árvores frutíferas e ornamentais dominando o
campo de visão. Várias flores foram misturadas neste terreno, em especial as
margaridas e papoulas. O corredor central é coberto por arcos de ferro com
rosas pendentes. Suas plantas foram escolhidas pela tonalidade de suas
cores e deixadas crescer livremente pelo terreno, sem preocupação com as
podas. |
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Em 1893, dez anos após sua chegada em Giverny, Monet adquiriu o
terreno ao lado do seu. Aí, passava um pequeno riacho chamado Ru , onde
Monet criou uma pequena lagoa, que posteriormente tornou-se sua maior obra
paisagística. O Jardim Aquático (Le Jardin D´eau), diferentemente do
Clos Normand é cheio de curvas e elementos assimétricos, inspirado
nos jardins japoneses que o pintor conhecia através de quadros da sua
coleção. Nesse jardim podemos encontrar a famosa ponte japonesa e as
ninpheas, tão elegantemente retratadas em suas pinturas. Com esse pano de
fundo, Monet pode se inspirar por mais de vinte anos, dedicando-se a
retratar sua natureza repleta de cores, reflexos, transparências e formas. |
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O Jardim de Giverny pode ser hoje admirado pessoalmente, fica a 70 km
de Paris. E através dos seus inúmeros quadros expostos hoje em
espaços como o Musée D´Orsay e o Musée l´Orangerie
na capital francesa. |
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